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Saiba como manter seu filho a salvo de fraturas e lesões

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Se para os adultos uma queda pode ser traumática, para crianças a situação é ainda mais delicada. A fragilidade dos ossos ainda em formação e riscos naturais das brincadeiras tornam os pequenos mais vulneráveis a fraturas e lesões. Especialistas dizem que é preciso ter atenção em casa para reduzir os riscos e procurar ajuda capacitada em casos de situações graves.

Não é possível ficar sempre correndo atrás das crianças, mas os pais devem tomar alguns cuidados básicos para evitar que os filhos sofram lesões e luxações. Manter seco e limpo o ambiente em que a criança brinca e evitar tapetes solto se brinquedos espalhados pelo chão são medidas que diminuem os riscos de queda em casa. É bom ter cuidado com brincadeiras em que se suspende a criança pelo braço, pois pode causar deslocamento nos ombros ou antebraços.

Mas quem tem criança sabe: os sustos fazem parte da infância. Nas situações de quedas e outros choques agressivos, os médicos recomendam procurar profissionais especializados na área ortopédica. É o caso de Chrystian Diego Alves da Silva, 9 anos, que apesar de ser considerado calmo pelos pais, lesionou os dois pulsos em um intervalo de um ano. “Eu estava jogando bola com meus amigos no campinho do bairro. A gente revezava, uma hora jogando na linha, outra no gol. Quando fui agarrar uma bola que meu amigo chutou, senti como se tivesse levado um choque no pulso. Olhei para o braço vi que o osso estava inchado. Pelo menos a bola não entrou”, diz ele, mostrando o braço direito engessado.

A mãe do garoto, Denise Alves da Silva, afirma que o levou ao médico assim que notou a seriedade do machucado. “Ele chegou em casa e uma hora depois já levei à clínica, onde ele foi atendido por pediatras, passou por exame de raio-X e foi imobilizado com uma tala. Alguns dias depois retornamos para ele ser atendido pelo próprio ortopedista e o braço teve que ser engessado”.

Tratamento e recuperação

O sucesso na recuperação do paciente está ligado diretamente a uma boa avaliação do médico, e à sensibilidade dos técnicos em radiologia e em imobilização. Quando um paciente chega na urgência da clínica, ele é avaliado por um médico, que solicita exames de radiografia. Se necessário, é feita a imobilização.

O técnico de imobilização Elinaldo Oliveira é responsável pela aplicação do gesso ou da tala de crepom em pacientes. Segundo ele, sua atuação começa, muitas vezes, antes mesmo do contato com o paciente.

“Quando o paciente chega ao hospital andando e consciente é uma coisa, mas quando é uma vítima de acidente e ela chega com politraumas dentro de uma ambulância, o técnico de imobilização ortopédica é quem deve indicar a melhor forma de transportar o paciente da maca do veículo até a maca no local de atendimento e de exames. É preciso usar técnicas, ainda mais quando a fratura é fechada, ou seja, mais perigosa por não estar exposta, pois não estamos vendo a real situação nesse primeiro contato”, conta.

Para o técnico de radiografia Daniel Pereira, quando o paciente é criança a dificuldade aumenta na realização do exame. “Existe um cuidado maior, é preciso usar técnicas especiais, evitando assim o contato com a fratura e causando menos dor”, explica.

O processo da imobilização é fundamental para o tratamento correto da fratura. O tratamento adequado é fruto não apenas do trabalho realizado pelos profissionais envolvidos no atendimento, mas também é preciso colaboração do paciente.

“Sempre recomendamos e alertamos para o paciente, principalmente as crianças, para não coçar com objetos por dentro do gesso (pode causar uma ferida e levar germes para o local), não molhar o gesso (evitando a produção de fungos) e para manter o membro imobilizado suspenso para melhorar a circulação sanguínea”, destaca Elinaldo.

Fonte: G1

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